
Dorida alma que pestaneja
Pousa em flor de cereja
A sussurrar sua dor!…
Na flacidez do penar
Rompeu pelo alvor
Da madrugada a raiar!…
Quimeras de ansiedade
Espalha em labareda
Pedaços da sua saudade
Nos canteiros da alameda!…
Janela aberta ao infinito
Ouvindo o lamentar
Chamou por ela num grito
Dizendo já podes entrar!…
Entrou muito devagarinho
Com medo de acordar
Era tão belo o caminho
O sonho não podia acabar!…
A luz era tão brilhante
Que nela se foi banhar
Estrela tão esfuziante
No céu ficou a brilhar!!!
Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor
