
Leva-me contigo nas tuas asas
Deixa-me voar pelo eterno ocaso
Nas fráguas frágeis das tábuas rasas
Que pisam o chão da minha alma!…
Água que refresca a minha sede
No caminho cruzado em chama
Queimando as urzes do cabo raso
Suportando as veias alvoraçadas
Que esperneiam o ventre na parede
Abrindo as portas amordaçadas
No romper da luz do nascimento
Pelas trevas benditas do firmamento!…
Dá-me a tua mão para voar
Espreitar o nado o resplandecer
Na artéria veloz do alvorar
Refulgente na languidez do entardecer!!!
Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor
