Astro Rei!

O sol abrasa as frestas da tua dor
Idílico olhar no pontal da lájea
Abandonada anémona hidrângea
Que chora no lago da hortência
A tristeza de ver partir o seu amor!…
Agrilhoado pavor na indulgência
Que dorme no claustro da inquietação!…
Oh!..Musa ingénua que sentes apoquentação
Nas lágrimas que vertem do pestanejar
Arrancando o caule que torpeza o florir!…
Manhãs de orvalho coalhado no mar
Astro Rei no raiar se vai abrir
Rompendo o madrigal a florescer
Na aurora remanescente vão crescer
Flores que se evolam no clarear do dia
Rindo e cantando à maresia!…
Vento sopra na colina de mansinho
Enroscando o aroma devagarinho
Que divaga a dor em lentidão
Nos poros naturais vítreo da paixão!!!

Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *