Ser velho!

Ser velho é sentir o tocar dos sinos da aldeia, sentar na soleira da porta, a ver as pessoas a passar. Então sr. benjamim, como vai? olhe!.. cá vou indo, nunca pior. Já foi á missa?! hoje é domingo! Cá por mim não vou em padres, são homens, para homem cá estou eu, o que ele sabe, também eu sei, já cá ando há muito! Quando a minha companheira era viva ela ia, não importava nada com isso, era sua vontade. Em mim manda o meu querer, o pensamento é único e cada qual mija ca sua!!! HÁ! HÁ! essa está boa!! o sr. benjamim é muito divertido, ora! temos que ver tudo pela positiva! Pois, lá isso é verdade!!! bem, vou andando pois vou fazer as minhas compras, ao nosso vizinho da esquina, que lá vai vendendo os verdinhos para o almoço. Vá, vá, dona Aninhas, fico contente por a ver a passear pela nossa terra. Já viu, que pintaram a torre do castelo e no relógio até se vê melhor as horas, ainda bem que o nosso regedor se interessa pela nossa pequenina aldeia, tão branquinho e luminoso, situada neste Alentejo, tão perfumado, estes sobreiros, são rijos e frondosos, as searas estão aveludadas, a alfazema cheira tão bem!!! nesta vida tudo vale a pena o que é preciso, é não desistir o quão de bom ela tem para nos dar. Ser velho! é ter cas branco, pele rugada, amar e ser amado, ser maduro! é sentir o rolar dos anos e ver o sorriso das crianças!

Maria Antonieta

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