
Menina, que vais à fonte
Que atravessas a ponte
Tão alegre e a cantar!
Levas debaixo do braço
Bilha de barro preto
Nesse teu jeito discreto!
Levas no peito um fado
De Coimbra encantado
Pelo Mondego embalado
No rio a jubilar!
Serenatas ao luar
Capas negras de estudante
Aos teus pés para passar!
Estampado no estandarte
Levas um beijo, um abraço!
Onde revelam sinais
Em danças tão rituais!
Autora
Maria Antonieta
