Noite azul!

Linda cor azul
Que nela o sol brilha
Pelo céu a espelhar
É mesmo uma maravilha!
Ouço no meu peito
Uma voz a murmurar!

Caminho com lentidão
Por entre vasta solidão,
Até poder encontrar
Esse murmúrio sem fim!…
Perguntar o que quer de mim!?

Áh!.. talvez!.. sim, ele me chama
Para a planície verde,
Fresca e jovial
Como é a esperança!
Flores a exalar
Um aroma bendito
Espalhado para amar!

Autora
Maria Antonieta

A lua e o sol!

A lua vive sozinha,
Cheia redondinha
E muito iluminante
Na escuridão da noite!
Que brilho esfuziante
No seu quarto crescente
Que fica muito contente!
No seu quarto minguante
Fica pouco brilhante,
Come se fosse um açoite
Que rouba o namorar,
Ela gosta de amar!
Logo se põe a cantar
Para o dia despertar!

Nasce o sol todo contente
Põe a lua bem ausente,
Começa ele a brilhar!
Sua luz tão imponente
Põe corações a saltar
Para o mar vão nadar!
Que calor!… diz o amor!
Vamos ver o sol se deitar
Na quietude a poente
Com todo o seu esplendor!
Está a lua a espreitar
A ver o sol a dormir
Para ela vir a sorrir!

Autora
Maria Antonieta

Longe!

A longitude trás saudade,
Como ave que vagueia no pensamento,
Há uma auréola que contorna todo
O caminho a seguir!
Foste e não voltaste
Tão longe tu lá ficaste
Nessa estrada tão longa!..
Perdeste o juramento,
No sarcasmo do sorrir
Se perdeu a felicidade!

Autora
Maria Antonieta

Quadras ao S.João!

Na noite de S.João
Vem a mim agarradinha,
Não te percas folião
Vamos comer francezinha!

Ó meu rico s.João
Ó meu santo milagreiro,
Faz com que o F.C.P.
pró ano seja o primeiro!

Vamos saltar á fogueira
Na noite de S.João
Não queimes o teu vestido
Que é feito de algodão!

No Porto, és nosso santo
Te adoramos S.João,
Desejamos, tanto tanto
O Porto a ser campeão!

Anda comigo prá festa
Nesta noite tão longa!
Vamos comer bifanas
No restaurante do Conga!

Andei sozinha na roda
Na feira das fontaínhas!
Fui á tasca do António
Comer lá umas sardinhas!

Dança, dança, roda roda,
Até caíres de cansada!
A tua saia rodada
Ficou presa na calçada!

Dancei contigo na eira
Na noite de S.João!
Fiquei preso na esteira
Ao sentir teu coração!

Na noite de S.João
Vamos todos, reinar,
Com cidreira, mangericão,
Vamos todos martelar!

Fui comprar o manjerico
Ao mercado do Bolhão!
Encontrei lá o Eurico
De alho porro na mão!

Fui a pé para a ribeira
Ver o fogo a estalar!
Estavas á beira da fonte
Com outro a namorar!

Cantigas ao desafio
Na noite de brincadeira,
Quero que leves contigo
O cheirinho a cidreira!

Na ponte cai o fogo
Sobre o rio brilhar!
Nos teus braços me afogo
Para te poder beijar!

Autora
Maria Antonieta
Direitos reservados do autor

A ti poesia!

A poesia é o doce suave cântico dos anjos,
Vinda do infinito.
É a doçura e graciosidade,
O esvoaçar das aves no azul celeste do céu!
A poesia é subtil, encanto que se extrai da natureza!
É uma partícula salteada no meio das palavras,
Que não me canso de conceber a tua inspiração,
Enchendo minha alma de regozijo de tanto te amar!
Pensamento voa ao teu encontro,
Por uma beleza inconfundível!
Como tu és dócil e meiga!
És tão pura e divinal!
Força invisível, raio de divindade!
És flor que enfeitas o mais belo jardim!
Teu sorriso é bondade,!
Triste como pétalas desfolhadas pelo chão!
Nós caminhamos lado a lado, guiado pela mão de Deus!
ÁH! como gostaria de mostrar a toda a gente a tua beleza!
ÁH! mas sim, na redenção entre os anjos, viveremos na eternidade!
Louvada estrela miraculosa, estrela de luz e de paz!!!

Autora
Maria Antonieta

Amo-te!

Amo-te querido do meu coração
Tão profundo!
Acredita na chama ardente
Triunfante de glória e emoção!
O meu amor tão sincero
É flor de alegria e tristeza,
Nós somos dois de coração quente
Aconchegado pela nossa paixão
Unindo nossas vidas
Amo-te loucamente!

Autora
Maria Antonieta

Sentir!

Ó! perdição dos meus sentidos!
Deixa-me morrer nos teus braços.
Há tanto tempo que não sinto teus lábios!
Há tanto tempo que não vejo os teus olhos!
Tenho lábios secos!…
Á! se pudesse ser flor!
Para me colheres entre outras tantas!
Á! se pudesse ser andorinha!
Pousaria no beiral da tua casa!
Á! se pudesse ser a lua!
Iluminava-te com tanta luz,
Que as estrelas teriam ciúmes!
Á! se pudesse ser o sol!
Aquecia-te no meu colo!
Á! se pudesse ser tua
Dava-te o meu coração!

Autora
Maria Antonieta

És uma estrela!

No céu cintila uma estrela
Na doce penumbra da noite!
Penso em ti, no teu olhar!
Num éden de maravilhas.
Recordo teu olhar intenso
Estanha sensação me invade,
Meu coração vagueia…
Em busca do teu amor!
Ó!… o vácuo… á!… este pesadelo!
Que oprime o peito!
Se pudesse sentir
Odorífero das rosas do teu jardim!
Meus lábios roçavam os teus,
Que doçura aquela!…
Tão distante! dissipada!
A encontrar no então!

Autora
Maria Antonieta

Adeus!

O ímpeto balbucia no peito,
Como abelhas zumbindo no eco da escuridão,
Sucumbo ao último suspiro, a vida acena,
Deslizando por entre nuvens de papel que se rasgam,
Soprando uma leve aragem de harmonia, líricos sons entoam!
Não tem vela, nem homilia, há dor, sofrimento no adeus!
Uma lágrima que escorre suavemente pela face de alguém que ama!

Autora
Maria Antonieta

Sentidos!

Na seiva do teu sorriso,
Há pássaros que poisam no enrolar do teu cabelo,
Há aroma espalhado no teu peito,
De camélias azuis, verdes, como planícies longínquas,
Onde o sol desponta no horizonte, deliciando o sabor dessas pétalas perdidas,
Onde repouso sonhando!
A brisa baila, na doçura dos teus beijos,
Solta-se e vai ao encontro das mais altas serranias, no vaguear do tempo!
O tempo é suave, esconde-se por entre nuvens,que se desenham nas letras empoeiradas,
Sótão arrumado no pensamento, arrebatamento que sufoca o peito!
Esvai-se o ar, aperta o nó, lágrimas percorrem a imensidão do sentir!

Autora
Maria Antonieta