Amar-te!

Gostava de ser nuvem
Para nela te abraçar!
No alto do céu azul
Contigo numa estrela morar!

Gostava de ser nuvem
Lágrimas do céu a cair!
Beijar como ninguém
Leve e doce a fluir!

Gostava de ser nuvem
De ver o sol a beijar!
Nas ondas do teu amor
O mar vou abraçar!

Gostava de ser nuvem
Ouvir anjos a cantar!
Melodias tão tocantes
Sinto o coração a chorar!

Gostava de ser nuvem
Para te ver lá dos céus!
Lágrimas sentidas
Chovem dos olhos meus!

Autora
Maria Antonieta

Sozinha!

Estou aqui sozinha,
Ouvindo o cantar da cigarra!
Num trepidante alegre.
Os gatos vão miando,
Os galos cantarolando
Lá pela noite adiante.
Uma estrela brilhante,
Lá no céu a cintilar!
No fundo duma quinta
Ouve-se o cão a ladrar!
Na casa do meu vizinho
Ouço o menino a chorar!
A mãe suavemente,
Nos braços a embalar!

Nesta noite de luar,
é maravilhosa para amar!
Meu amor, amo-te tanto!!
Esta pura melodia entoa na solidão
Encanta meu coração!
Fico á espera de teus lábios oscular,
Numa noite de luar!
Agora vou dormir,
Para não deixar o pensamento fugir!

Autora
Maria Antonieta

Crónica!

Maria Antonieta Lourenço

Universalidade, faz-se através dos povos de todo o mundo, das suas raízes, raças, etnias, línguas, contacto, costumes, usos, culturas, que engrandecem o ser humano! A diversidade, é dar as mãos a todas as nações. Liberdade, Fraternidade, Igualdade, assim dizem os Franceses e dizemos todos nós. O ser humano, é único, igual no sorriso, nos gestos, nos olhares, no amar das coisas da vida! Somos desiguais no pensamento e nos actos, odiamos, guerrilhamos, fazemos muros, individualizamos, sofremos, penalizamos. Mundo acre, que fede miséria, julgam os inocentes, aprisionar os loucos da omnipotência, plantamos carrascos ao sabor das elites, deixemos a ironia, hipocrisia, o sarcasmo. As pessoas sensibilizam na sua fé, no seu querer, o respeito é todo nosso!
Autora
Maria Antonieta Lourenço

Crónica!

Maria Antonieta Lourenço

O nosso intelecto é intocável, fere-se ao maior ruído.A verdade nua e crua, não tem valor, só o néscio, materialista, obscuro, ignorante, imbecil, é que procura a torrente do interesse, do seu próprio bem estar, do seu ego, do poderio, vício pelo vil metal, opulência, jactância, luxúria, imponência, duas forças contingentes, intangíveis, que se cruzam, batalham, modelam o homem, a contrair o bem e o mal, á construção do bem para fins de engrandecimento ao mundo,ou a destruir a humanidade, a loucura transversal, o ódio que gera, em prol de quem é o vencedor! Enquanto o homem, não se conhecer a si próprio, não terá paz consigo mesmo.

Autora
Maria Antonieta Lourenço

Dedicado, a ti Celeste!

Adivinhou sempre o seu futuro
Nunca deixando de amar!
Todos gostavam dele com amor,
Óptimo companheiro de longos anos!
Não abdicou de ser bom amigo.
Inteligente, hábil, generoso!
Orgulhoso, nos seus filhos e esposa!

Autora

Maria  Antonieta

 

Pássaro ferido!

Para me sentir viva
Tenho que escrever,
Sinto uma força infinita
Que me leva até morrer!

Meu coração como pássaro
Ferido sem asas, para voar!
Rastejando, tenta encontrar
O ninho do seu viver!
No infortúnio do seu gemer
Põe-se no alto a cantar!

Maria Antonieta

Noite solitária!

Boa noite meu amor,
Vou sonhar contigo!
Viver num sonho encantador!
Nesta noite suave e lenta,
As estrelas brilham de intensa luz!
A lua ilumina-me o rosto
Em que estou pensando em ti!

Na penumbra da noite
Meus olhos raso de lágrimas,
Olho em redor.
A melancolia das árvores
Que dormem ao relento
Da brisa terna e meiga
Que mexe com a folhagem
Desta quietude beleza!

Mas só me sinto triste
Não te ter a meu lado,
Te poder apertar nos meus braços,
No meu dorso embalador,
Beijando lábios teus!

Maria Antonieta

Para ti!

Meu corpo é um rio
Onde te banhas…Meu amor!
Aperto-te nos meus braços
Com todo o meu calor!

Bebe o suco do meu peito
Que é fonte do meu desejo!
Navega entre nuvens de algodão,
Que se desfazem como bolas de sabão!

Vem amor, entra na exaustão
Deixa fluir o prazer!
Mergulha nos meus lábios calorosos
Que esperam na taça do laser!

Maria Antonieta

O teu olhar!

Há no teu olhar exótico,
O holocausto do teu viver!
Entregas-te ao mundo
O teu sorriso,
O brilho dos teus olhos,
A doçura dos teus lábios!!!
Tuas mãos rasgaram
As trevas da hilaridade.
No então, vives ofegante,
Rastejando no nada
Como dedos em escuridão
Tacteando a claridade!

Autora
Maria Antonieta

Escrito em 1971

Viva o 25 de Abril!

Hoje é um dia histórico!
Devemos a Liberdade aos nossos bravos soldados!
Que enfrentaram a tirania com bravura!….
Derrubando cinquenta anos de ditadura fascista!….
Vivemos em democracia!…Temos que a preservar!….
Respeitar!…Seguir em frente pela nossa Pátria!….
Pela dignidade!…Fraternidade!….Solidariedade!…
Valores do povo Português!…Que sempre soube amar!….
Pela expressão do nosso sentir!….Pela liberdade de pensamento!!!

Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor