Partiste!

Esmorecida, entristeci, por ti!
Amolgada, fiquei sem asas
A um canto sem voar
Meus sonhos se perderam
Na sombra da solidão!
Oh! crisálida que fugiste
Para não mais te encontrar!…
Ficou minha alma a penar
Sem rumo, sem sentido!…
O amor que ficou perdido
Ninguém, mais o achou!…
Por não te poder amar!
No silêncio do segredo
A chama do degredo
Para sempre se apagou!

Autora
Maria Antonieta

Querida Mãe!

Mãe, és bela como o sol!
Teu sorriso de criança
Cabelo solto ao vento
Teus olhos cor de avelã!
Teu olhar é de alegria
Tristeza no pensamento!
Na infinidade do tempo
Corro, até chegar lá
Avisto o horizonte
Numa luz de aliança
Que me prende à fonte
A lágrima mais sentida
Mãe, és minha querida!

Autora
Maria Antonieta

Ode!

O cântico do silêncio
Absorve o meu sentir
A nostalgia a surgir
Vendo cisnes a bailar
Nas ondas do teu olhar!
O cálido silencioso
Que no peito apertou
Deixa lágrimas de saudade
Por tanto que te amou!

Autora
Maria Antonieta

Coração perdido!

Abro a porta do coração
Tu entras, docemente
Me invades de loucura!
Ando à tua procura
Por um caminho sem fim!…
És um anjo de candura
Perdido à volta de mim,
Sinto uma lágrima ardente
Que rola na sofreguidão
De te beijar loucamente!

Autora
Maria Antonieta

Doce poesia!

Fecundo a cada instante
Uma lágrima do meu sentir
É por ti, oh! poesia!…que te amo!
Que impulsa, salta, que padece!…
Desfolho-te no meu regaço
Num balbuciar de palavras
Que voam por entre campo de lírio
Onde o orvalho sedoso da tua magia,
Banha a incorpórea sedenta do teu amor!
És lírica, sonhadora, romântica!…
És uma luz brilhante, divina,
Que refrescas o meu viver!

Autora
Maria Antonieta

Teu coração!

Bate, bate coração
Dentro de esta emoção!
Bebo do teu sorriso
Na secura dos teus lábios!…
O peito que tens ao léu
Nele me deito a sonhar!
Desfolho rosas a sorrir!…
Nesse teu leve sentir
Ouço gemidos no ar!…
Numa doce sensação
Olho! vejo o teu riso
Nos teus olhos que são sábios
Dentro do meu mausoléu!

Autora
Maria Antonieta

Biografia!

No tempo da minha escola primária, já brincava com as letras, gostava de redigir, fazer frases,
Ler livros, ler versos, entoando o meu forte sentir pela escrita. Cresci, na juventude ia às livrarias,
À biblioteca nacional. No percurso académico, trocava, comprava, emprestava livros, que tanto me encantavam pelas
Maravilhosas palavras escritas por grandes autores. Aprendi muito evoluí a minha auto estima pela leitura,
Minha Musa inspiradora, foi Florbela Espanca, que com seu saber,sofrer, talento, fragilidade, me tocou na infinidade do tempo! Meu coração pedia que expulsasse os sentidos que ele gemia, no papel empurrada pela mão e caneta, foi deslizando conforme a época em que vivia.Estado Novo, regime austero, educada em religião católica.
Primeiros poemas foram dedicados à minha mãe, como forma de agradecimento, quando aos catorze anos estive enferma durante alguns meses.Iniciando o meu livro com poemas dos anos 60, demonstro os primeiros impulsos da adolescência, despertando o sentir pelas coisas belas, o palpitar do coração em querer amar! Anos 70, com o amadurecer, casei,
tive filhos, um casamento feliz, uma vida preenchida de valores humanos, que sempre transmiti ao meu lar.
Dando-se o 25 de Abril, abriu portas ao pensamento livre e disperso! Daí a minha escrita tornou-se mais ampla, aberta, deixando transparecer os pensamentos actuais, tempo moderno!Meus poemas surgiram sempre anos 80 e 90, com o espírito de nunca deixar de ler, escrever, ouvir música clássica, ópera, visitar museus, conhecer algumas capitais doutros países, desenvolvendo o meu conhecimento intelectual até ao tempo de então! Anos 2000, um marco registou,
Pela desenvoltura do meu ego, poder realizar o meu sonho de ver os meus trabalhos literários oferecidos ao público!
Amo a escrita, a leitura, a arte na sua plenitude!

Maria Antonieta

Amar em silêncio!

O silêncio bate à porta
Nesta longa agonia
De te ver ausentar!…
Não fujas, meu amor!
Em qualquer lugar ou dia
Lá longe, te vou encontrar!…
No meio da serrania
Ouço o teu clamar!!!
Chora o lírio que te dei
Na noite fria do deserto!
No meu coração desperto
Nossos corpos se feriram
No calor da chama do deleite
Deslizamos no amor ardente!

Autora
Maria Antonieta

Tua cruz!

Oh! farrapo humano que tanto
Lutas na vida!… para quê?!
Pois se tu não passas de um tronco
De árvore ressequida!…
Já sem alma para chorar
Espezinhada a tua cruz
Para quê?! voltar a ter luz!
Ouve os gemidos dos teus ais
Que se extinguem no oásis do teu ser!
Sou a dor do teu silêncio,
À sepultura vou ter!….

Autora
Maria Antoniet

Ser natureza!

Bendita sejas tu, oh! natureza!…
Que enfeitas o mundo com beleza!
Em ti me deito e acaricio
Onde enfeitiçada delicio
Nas tuas sedas primorosas
Me entrego em grande delírio!
Ornas a tua formosura
Na mistura dos sentidos da aventura!
No aroma em pétalas de rosas
Ganham asas pelas maravilhas
Que encerras no coração quente!
Doce alquimia que me aquece
Cria no peito mil fantasias!
Abraço, beijo e apetece
Gritar, dizendo não te quero ausente!

Autora
Maria Antonieta