A alma!

Alma que do meu peito voaste
Contorcendo de dor as veias do meu riso!..
Os gumes afiados do teu siso
São manchas roxas na minha fala!…
Esbatias em luta desesperada
No condor dos dedos que embala
A espada arrolada em coro de gargalhada
Apoquenta a fraqueza da minha voz!…
No delírio bizarro que estremece o olhar
Solto o exilo de estado feroz
Contemplando as estrelas do caminhar!…
Fortes batidas pálidas espavoridas
Alvoraçando a intempérie sofridas
Num sonho de terrível alucinação
Desconcertante na timidez do coração!!!

Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor

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