A planície!

Planície que buscas o bradar do vento
Onde colho ramo rubro de papoilas
Ouço o arrulho castiço das rolas
Que se empoleiram nos galhos do lamento!…
Trigo loiro a luzir no prado verde
Campina espreguiçada ao sol
Onde meu olhar na lonjura de perde
Na translúcida luz que repousa na solidão!…
Entoa o suave canto do rouxinol
Azinhaga que no bulício do alvor
Rompe docemente a claridade em acção
Banhando as leiras finas do pendor
Na lírica intimidade do meu coração!…
Andam cantando aves no céu
Fazendo bailado em nuvens brancas
Desenhando sombras no meu véu
Envergo tapando o calor ofegante
Extravagante me cai nas ancas
Perante teu olhar luzidio deslumbrante!!

Autora
Maria Antonieta
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