
A vida é um sopro
Corre como o vento!…
Foge por entre os dedos
Por longos arvoredos
Na natureza fulgente
De olhar reluzente!…
Durmo na tua fulgência
Na tua doce clarividência!..
Efémero prado de verdura
Corres pela aventura
É sopro que se esvai!…
Alma que vai a subir
Voando pelo céu se vai
Como pássaro a sorrir!…
Oh! mundo! és inconstante
Nessa tua mutação!…
És muito flutuante
Trazes exaltação
No teu olhar bendito!
Lutas como um faminto
Contra as garras do mal
Que te trazem ao abismo
Nesse teu doce lirismo!
Autora
Maria Antonieta
