
Muralhas recônditas no canto do meu ser
Pungente chama arde no triste coração
À espera de água fresca caída ao nascer
Da serra que rasga o ventre no chão!…
Despojando as agruras de dor plangente
Que inundam o vale de flores agrestes
Choram amoras nos ramos silvestres
Soltam gemidos ao sol clemente!…
Dor que aperta no regato vazio
Urzes rebeldes que moldam o frio
No griso da noite estrelado ao luar
Uivam os lobos que vão atacar
As presas doridas do coração
Choram caídas na palma da mão!!!
Autora
Maria Antonieta
Reservado direito do autor
