Melancolia!

Sinto a nostalgia, é a candura de pétalas roxas
Esvoaçando ao vento da maresia que vem do mar,
É a loucura de espuma que se desfaz no meu peito,
Onde te escondes nas sedas aveludadas com aroma a jasmim!
Deleito-me, sinto um arrepio ao oscular teus lábios,
Sabem a cardumes de sardinheiras, plantadas na minha janela!
São rubras, são lilás, que brilham ao luar, na noite lenta,
Que debruças o teu afagar no meu seio a suspirar!
Não sei como te amar!
As conchas estão fechadas, o sussurrar dos gemidos que delas brotam,
Vem exaltar, os lamentos, voam por entre areias flutuantes,
São banhadas pela suavidade, mãos que tacteiam para me acariciar,
Nesta inconstante melodia de balsa perdida, bailando no dorso da melancolia!

Autora
Maria Antonieta

O teu corpo é uma miragem
Nesse teu lado selvagem,
Que vai numa longa viagem
Por esse rio sem fim!…
Olho! e não te encontro!…
Nas vestes do teu rosto
Há réstia de solidão
Na calma de sol posto!
Vens, trazes-me um conto
Que se arrasta na vastidão
Dessa tua languidez !
Dizes-me com timidez
Olha!… além!!…
Vem a caminho, muito de devagarinho,
O amor tão desejado!

Autora
Maria Antonieta

Dedicado ao S. António!

Santo António de Lisboa
Gosto muito de ti!
Foi nessa noite tão boa
Meu marido conheci!

Bailei, bailei, nessa noite
Até o sol raiar!
Comecei e aceitei
Com ele a namorar!

Nessa noite de arraial
Fomos comer as sardinhas!
Andar no carrossel
Na feira das fontaínhas!

Autora
Maria Antonieta

Dia de Portugal, Camões e suas comunidades!

A identidade de um povo é a expressão da sua língua!
Camões ilustrou-a navegando pelos mares!
Exaltando os seus poemas, pelo Português que tanto declamava!
Homem heróico! Sendo hoje um dos maiores poetas de todos os tempos!
Nosso idioma tão falado e espalhado pelas comunidades existentes em qualquer parte do mundo!
É a ilustração do nosso País, rico nas suas pessoas, abnegadas, afectuosas, tão nobre povo!
A exaltação dos nossos corações, é que Portugal, Nação Livre e Independente,
Seja a glória e exemplo de todo o Mundo!!!

Autora

Maria Antonieta

A criança!

Na manhã ao acordar, risos beijos de crianças,
Amando o nosso olhar!
Maravilhas têm no peito.
Almas cheias de luz!
Rainhas de tanta beleza!
Iluminadas por Jesus!
A transbordar singeleza!

Todos unidos no lar,
Entre sorrisos e amor,
Rodeiam-nos os nossos filhos!
Estrelas brilham no nosso caminho,
Serenas de paz, candura e ardor,
A mão de Deus nos venha abençoar!

Autora
Maria Antonieta

Luz!

A luz impressiona, toca na profundeza da noite,
Percorre o além, percursos abstractos ,
Feito de correria sedento e ávido de amor!
Que se refugia no leito de um mar sôfrego
De lantejoulas amarelas, que sorriem ao amanhecer,
Onde me afogo nos teus lábios carnudos,
Que sabem a cerejas de marfim, noite sem fim,
Envergar no éden, coberto de sedas suaves,
Perfumam o corpo estendido, mergulhando no êxtase!
Dois corpos se enrolam na musicalidade de sons ancestrais,
Elevando aos mais altos voos da sensualidade,
Na loucura do amor, na versatilidade das cores luminosas,
Envolvendo na mística doçura de amar!!

Autora
Maria Antonieta

Ao Universo!

Somos uma de diversas personalidades que abrangem o mundo,
Construindo a universalidade, através do amor que se espalha,
Nas pétalas das letras pintadas ás cores, nas bandeiras universais,
Dos poetas, pintores, arquitectos, cantores, filósofos, políticos,
Oradores, escultores, teólogos, religiões, credos, fé, crenças,
Ideologias, expressão linguística, pensamentos diversos,
Palavras enroladas, elevadas ao cântico do ser vivo!
Cantar em glória ao Deus divino, supremo da natureza!
Que somos uma partícula minúscula, perante a grandiosidade do universo!
A tempestade dos mares, galgando a terra e derrubando os bens materiais do Homem,
Lava que sulca, efervescendo brasas incandescentes que reluzem cores de fogo esculpidas,
Correntes que avançam como rios, nervosos, furiosos, galopantes, até que sua ira acalme.
Permanece uma crosta dura e firme, negra, mas pura, de odor perfurante, duradoira,
Com fins para a posteridade!
Fica gravada onde todos pomos os pés e habitamos dentro de uma grande beleza!
A terra treme, geme, está dorida, sofre angustiada com os seres vivos que a pisam,
Espezinham, espicaçam, extraem o suco do seu ventre, em proveito de si próprio,
Nunca respeitando, a molécula essencial que envolve a vicissitude humana!
Somos o regadio de planta desfalecida, eco de grito na escuridão!
Mas continuamos amar-te, terra bendita! mundo celestial! Deus Omnipotente!

Autora
Maria Antonieta

Amor!

Amor é um lamaçal de aleluia!
Salpicada de dulcíssimo subtileza
Que dilata a alma
Ficando uma sumptuosa clareza!

O amor vive em nós
Gritar em tom de verso
Que o amor é grande
Abrangendo todo o universo!

Autora
Maria Antonieta

A ti, Mar!

Na brandura da noite
Ouço o mar a cantar!
Vem de ti a maresia
Tão suave me afagar!

As ondas, do teu bailado
Perturbam o meu olhar!
Bates, muito docemente
No meu âmago a chorar!

Olho para ti, ó mar!
Que imponente, tu és!
És vaidoso! muito belo!
Em ti me vou deitar!

A tua água salgada
Sereia do meu, desejo!
Digo, que te amo, ó mar!
Num doce e longo beijo!

Gosto da tua imensidão!…
Da lonjura do teu dizer!
Trazes-me tanto folgar
Não sei como te entender!…

Choro de raiva e prazer
Avisto-te e não te encontro!…
Corro, salto, piso em ti,
Vem encostar-te ao meu ombro!

Autora
Maria Antonieta