
Somos uma de diversas personalidades que abrangem o mundo,
Construindo a universalidade, através do amor que se espalha,
Nas pétalas das letras pintadas ás cores, nas bandeiras universais,
Dos poetas, pintores, arquitectos, cantores, filósofos, políticos,
Oradores, escultores, teólogos, religiões, credos, fé, crenças,
Ideologias, expressão linguística, pensamentos diversos,
Palavras enroladas, elevadas ao cântico do ser vivo!
Cantar em glória ao Deus divino, supremo da natureza!
Que somos uma partícula minúscula, perante a grandiosidade do universo!
A tempestade dos mares, galgando a terra e derrubando os bens materiais do Homem,
Lava que sulca, efervescendo brasas incandescentes que reluzem cores de fogo esculpidas,
Correntes que avançam como rios, nervosos, furiosos, galopantes, até que sua ira acalme.
Permanece uma crosta dura e firme, negra, mas pura, de odor perfurante, duradoira,
Com fins para a posteridade!
Fica gravada onde todos pomos os pés e habitamos dentro de uma grande beleza!
A terra treme, geme, está dorida, sofre angustiada com os seres vivos que a pisam,
Espezinham, espicaçam, extraem o suco do seu ventre, em proveito de si próprio,
Nunca respeitando, a molécula essencial que envolve a vicissitude humana!
Somos o regadio de planta desfalecida, eco de grito na escuridão!
Mas continuamos amar-te, terra bendita! mundo celestial! Deus Omnipotente!
Autora
Maria Antonieta
