Dor!

Coro de gargalhadas!..Estonteadas!…
Fazem eco no meu seio!..Esbato no fundo que imobiliza o riso!…
Luz doente!..Indolente!..Percorre todo o siso!…
Trepo parede incolor!..Como tordo moribundo esgazeado de dor!…
Esforço infindável de quimeras!..Em bizarras gotas de orvalho!…
Desfalecendo em flores de Primavera!..Abro as cortinas da minha alma!…
Esfarrapada!..Desesperada!..Num bando de pigmeu!..Cascalhando no magote trambolhões!…
Tropeções no aquiles que são meus!..Estoirando cólera no delírio!..
Odes funestas em pálidas rosas!..Que adormecem tão chorosas!…
Gemendo nas asas roucas de uma cegonha amarfanhada!..Agonia desesperada!…
Como ébrio que cambaleia na berma da estrada!..Em surdina esconde-se na esquina!…
Apanhando a presa!..Na represa da rouquidão!..Esmagando!..Calcando o coração!…
Desaparece!..Foge!..Grita!..Oh!..Indulgência!.. Que perturbas minha inocência!…
De acreditar em ti!..Fantasma da ilusão!..Nas noites longas da exaustão!!!

Autora
Maria Antonieta
Reservado direitos do autor

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