
Mãos que ajardinam as dores da alma
Aflora, gesticula, apaga
A chama que arde no peito!
Mãos que suaviza o imperfeito!
Tecem teias de ferida
Clama ao fluir da magia!
Mãos que granjeia o pão de cada dia
Que labuta no frenesim do tempo!
Retalhos de uma vida querida
Que enfeitam o prolongamento
Da velhice vista ao espelho!
Rugas, cabelo branco amacias,
Mãos unidas oram ao Messias
Na capela da Vila do Sobrelho!
Mãos, animas crianças a chorar!
Suavizas lágrimas a rolar
No rosto de uma mãe aflita!
Mãos, que ajeitam a fita
No vestido da Mirita
Vai à festa toda catita!!!
Autora
Maria Antonieta
