
Nas asas rompidas do esvoaçar
Leva pomba branca a chorar
As mágoas dilatadas do padecer
Que perdeu na sombra do entardecer!…
Tuas penas tombam desfalecidas
No mar alto bravio esquecidas
Fustigada pela força agreste do vento
Que sopra incessante no lamento!…
A destreza constante de amachucar
A pérfida melancolia no arrolar
Ferida no condor da tua voz
Brame o gemer que fecunda atroz
No silêncio que chora no mar
Enroscado na profundeza do olhar!!!
Autora
Maria Antonieta
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