Abraça-me!

Abraça-me, meu amor,
Na fraternidade dos teus braços,
Para ter o teu calor,
Ao unir os nossos laços!

Abraça-me, meu amor,
Beija-me com tua sedução!
Com tua boca cheia de ardor,
Prende-me ao teu coração!

Abraça-me, meu querido,
Aperta-me contra teu peito,
Para nunca ser esquecido
Este nosso amor perfeito!

Abraça-me, meu querido,
Amo-te apaixonadamente,
O meu amor é aquecido
Na chama do teu coração quente!

Maria Antonieta

Louvor ao Sol!

Louvado sejas tu, ó sol bendito!
Sol maravilhoso, sol encantador!
Ó sol, nos dás alegria e calor,
Com teus formosos raios do infinito!

Louvado sejas, pela luz da claridade,
Que nos ilumina, encanta e seduz!
Luz formosa, luz ditoso da divindade,
Vinda das trevas tão serena que reluz!

Louvado sejas pela flor, que desabrochando,
Vai sorrindo alegremente ao teu alvor!
Pelos campos as árvores enfeitando,
De belas flores radiosas com sua cor!

Louvado sejas pela ave, o passarinho,
Que te canta feliz, ó sol, ó lindo sol!
Contente, alegre pelo caminho,
Canta suave pela noite o rouxinol!

Louvado sejas pela cor maravilhosa,
Que nos encanta os raios que reluz!
Louvado sejas, ó sol! Natureza formosa!
Ó estrela bendita resplandecente de luz!

Maria Antonieta

Sonho de Amor!

Eu tive um sonho lindo, sonho alado,
Um sonho encantador!
Vivia num castelo perfumado,
De rosas brancas bordado
Como um jardim em flor!
Tinha-te amor a meu lado,
Almas puras, almas francas,
Eu cada vez mais te amava,
Porque eras carinhoso e terno que nem sei!
Um belo vestido me assentava sobre as ancas,
Que a mulher mais feliz eu me julgava.
O teu olhar azul, de celeste cor,
Beijava o meu olhar em ânsias tais,
Que me levava a confessar-te, meu amor,
Não ter visto no mundo outros iguais!
Neste sonho, minhas saudades afundo,
Tendo sempre presente os olhos teus!…
Porque um olhar assim tão profundo,
Só o olhar divino de Deus!

Autora
Maria Antonieta

Poema distinguido com menção honrosa, pelo jornal Diário de Notícias.
Escrito em 1964

Porto! Minha Cidade!

Por ti minha cidade, me orgulho!
Ouço todos os dias o tilintar efervescente do teu viver!
Rua a rua, é um pedaço de mim!
Todos os dias piso as pedras da tua calçada!
Ontem nasci em ti, espero morrer em ti!

Maria Antonieta

Portugal! Meu País!

Poesia tens no peito,língua de Camões!
Omnipotente,grandioso é o teu coração!
Realças com o teu esplendor,raiando luz!
Tens um sol radioso, que encanta todos nós!
Único no teu ser, porque és forte e talentoso!
Grande a descobrir sempre novos horizontes!
Antigo, mas belo, pelas tuas gentes tão simples!
Lisboa, capital que todos os portugueses se orgulham!

Maria Antonieta

A tua alma!

Desabafa a tua dor alma penada!
Não lamentes o teu caminhar,
Por teres encontrado espinhos,
Tu sofres porque és incompreendido.
Mas és bela! bem o sei!!..
Vá! entra no sorriso da tua pureza!
E vê como é, vale a pena vive-la!

Ano 1988

Autora

Maria Antonieta

As tuas mãos!

Oh! se tu mãos, pudessem escrever aquilo que sinto…
Se pudesses arrancar, cá de dentro toda esta tristeza,
Transforma-la em beleza! e sorrir por esses caminhos fora…
Correr, em fúria sem parar, até te poder encontrar!
Oh! que dor tão forte!
Se tu mãos, que transmites isto, pudesses amaciar a nostalgia,
Eu poderia sentir um leve bem estar, como borboleta que beija flor de água!

Autora

Maria Antonieta

A ti!

Húmido está o meu rosto.
Mãos que vão suavizando,
As bátegas que vão rolando,
Límpida está minha alma,
A transbordar muito amor!
Corre nas ondas suave!!!…
Duma tristeza sem fim….
Choro! mas penso em ti!
Que lá longe, tão distante!…
A tua imagem vagueia,
Na sombra do meu pensamento!

Agosto de 1969

Maria Antonieta

O solitário!

Olho através da vidraça.
Vejo o azul brilhante do céu!
Dentro do meu coração,
Bate, leve, levemente, toda a minha emoção.
Ao ver um velhinho passar.
Na minha rua a vasculhar, os sacos do lixo,
Para alguma coisa encontrar!
Corri para ele a sorrir!
Venha comigo, partilhar a doce parte do meu lar!
Dividir o que há em mim, é parte do mundo sem fim!
Dar a mão e sentir alguém, mesmo através da vidraça.
É sentir-me feliz!

Autora
Maria Antonieta