
Vejo a tua silhueta, magra, olhos dormentes
Como desenhos esculpidas nas laje decoradas nas janelas!
Ao som do trompete, devoro letras, como fogo que lavra desvairado!
O bucólico entra no crepúsculo do meu peito,
Arde de fúria por tanto te amar!
O lirismo do meu saber, envolve-te num manto de sedução!…
Acordas para lá do imenso prazer!…
Em faúlhas dispersas pelo ar que respiras!
Vais correndo ao encontro de…
A sombra que se desenha, no teu rosto melancólico!
A melodia espalha sons, entoa nos corpos nus
Arrepios de suor, na sensualidade do amor!
Autora
Maria Antonieta
